sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Passeio à Caloura... venham comigo!




      Hoje decidimos ir à Caloura.  
      O pico da Barrosa estava descoberto, mas achei que devia deixar toda aquela bela paisagem só para os turistas do transatlântico! Por isso saímos, sem rodeios, diretos ao destino.  
      Eu tinha vontade de ir ver a prima que vive lá no verão e no inverno mora na Califórnia. Mas é outono e eu não sabia onde ela estaria. Está bem... eu sei... há telefones, mas eu às vezes esqueço-me dessa comodidade!... Trata-se de uma parente ainda próxima (as nossas avós eram irmãs) e desde que emigrou para os EUA estivemos muitos anos sem nos encontrarmos e agora vemo-nos apenas de vez em quando, aqui na ilha.
      E não é que a prima estava mesmo na Caloura com o marido, a colocar as malas no carro para embarcarem no enorme barco que estava atracado aqui no cais?!... Foi uma alegria abraçá-la!
      O dia estava ótimo e o passeio foi enriquecido pelo curto mas tão agradável encontro com os primos. Depois dos beijos e abraços emocionados prosseguimos a viagem até à praia… com muitos calhaus! Não pude deixar de pensar outra vez nos calhaus da “célebre” praia de Nice! Então o senhor Maire de Nice… não podia mandar fazer um carreiro por cima das pedras como aqui os meus conterrâneos fizeram permitindo que os banhistas mergulhem e nadem sem magoar os pés?!
      Na Caloura há um pequeno porto de pesca e uma piscina que enche com as marés; quem preferir poderá nadar livremente no mar.  
      Tirei fotos ao convento, ao porto de pesca, às pedras e ao mar e às tantas lembrei-me de que me tinha esquecido de tirar fotos aos primos! Sorte…  porque o regresso iria ser feito pela mesma via e ainda os encontrei em casa. Desta vez tive outra surpresa: estava lá uma amiga minha de infância, com o marido e filha, que também tem uma bela casa na Caloura, perto da minha prima.
   Almoçámos em Água de Pau uma fresca veja (peixe) escalada e grelhada e o meu irmão uns torresmos de caçoila… pratos típicos açorianos.
      A esta hora os primos já devem ir em mar alto, mas despois do nosso passeio o barquinho ainda estava ancorado na doca de Ponta Delgada.
      Senti um ligeiro aperto no peito: não sei se pela partida da prima, que eu talvez não volte a abraçar tão cedo, se pela partida daquele grande barco onde eu gostaria de ter embarcado também!...
      Já fiz alguns cruzeiros, mas este estava aqui… mesmo à mão de semear…


Por curiosidade mostro uma foto que encontrei desta minha prima, quando jovem, com a avó, minha tia-avó e o irmão.
UM ABRAÇO

domingo, 15 de outubro de 2017

Fomos à Vila... à Vila Franca do Campo!

Mudando de etapas, que cansam quando repetitivas, embora belas,
 passo a outro assunto, isto é, a outra terra!
Aqui na minha ilha no meio do Atlântico fomos à Vila.
É a tal viagem que se faz passando pela Lagoa do Fogo
quando não há nuvens na serra de Água de Pau!
Mas se formos às Furnas ou à Povoação
 passamos na Lagoa do Fogo, desde que o pico da Barrosa
esteja descoberto e é sempre um enlevo ver este
verdadeiro paraíso na terra.
As nuvens dão-lhe sempre um aspeto diferente,
assim como a hora a que se sobe a serra... mas é sempre belo!
Para nós este lugar tem grande significado na nossa vida.
Em agosto de 1965
estava eu lá em baixo com os meus irmãos e primos,
para onde tínhamos ido a pé desde as Lombadas
e onde fizemos picnic entre os banhos na lagoa.
O meu marido (na altura ainda só "amigo") estava em minha casa 
visitando o meu pai que estava acamado, mas já a sentir-se melhor.
No fim da tarde ainda nós estávamos na lagoa e o "amigo"
estava cá em cima chamando e acenando-nos.
Retribuímos o aceno mesmo sem saber quem era.
Só à noite soubemos que era ele.
Depois foi a morte do meu pai que mais nos aproximou.
Este bom "amigo" fez-nos companhia em horas tão amargas e
acabou por ficar ligado à minha família por laços tão doces!
Por isso acho que a Lagoa do Fogo é mágica... 
apesar da tristeza da perda da pessoa mais querida para mim, 
ganhei logo este "amigo" tão parecido com o meu falecido pai!
Hoje mostro as nuvens que não taparam a bela paisagem.
A seguir e em primeiro plano as criptomérias oriundas do Japão
e ao fundo Ponta Delgada.
Palavras para quê? São as vaquinhas que dão leite doce!...
Acabámos almoçando na Lagoa, mesmo ao lado da lota,
um fresquíssimo pargo escalado
com batata da terra, batata doce e hortaliça cozidas
e o típico bolo da sertã que aqui se vê.
Quando me lembrei de fotografar já nos tínhamos servido
Depois fomos até à Vila Franca do Campo 
comprar as famosas queijadas do Morgado... as melhores!
Este o famoso ilhéu onde se têm feito anualmente
fantásticas exibições de cliff diving.
E eu não podia ter interrompido as "etapas da Côte-d'Azur",
das anteriores publicações,
sem ser para mostrar as marinas da minha terra!
Sim! A minha terra também tem marinas, esta é uma, de pesca...
mas os iates de recreio (dos ricos!) estão em Ponta Delgada!
Aqui não vemos milionários mas vemos garças e pescadores...
... e um forte... e o cais das lanchas para o ilhéu!
Também temos praias com calhaus... como a "célebre"de Nice,
mas na minha terra há também praias de areia preta fina e limpa!
O mar, este é o Atlântico, azul, transparente...
e tem mantido a convidativa temperatura de 24º C. 
E não há amontoados de banhistas... nem em pleno verão.
O pôr-do-sol e a minha netinha Beatriz, no Pópulo neste mês de outubro,
sem nos apercebermos de que estamos em pleno outono!